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terça-feira, 12 de março de 2019
quinta-feira, 7 de março de 2019
Dia da mulher
História e Origem do Dia Internacional da Mulher
A luta das mulheres por melhores condições de vida e trabalho começou a
partir do final do século XIX, principalmente na Europa e nos Estados Unidos.
As jornadas de trabalho de 15 horas diárias, os baixos salários e a
discriminação de gênero eram alguns dos pontos que eram debatidos pelas
manifestantes da época.
De acordo com registros históricos, o primeiro Dia da Mulher foi
celebrado nos Estados Unidos em maio de 1908 (Dia Nacional da
Mulher), onde mais de 1.500 mulheres se uniram em prol da igualdade política e
econômica no país.
Vários acontecimentos levaram à criação de um dia especial para as
mulheres. Um deles foi o incêndio numa fábrica de camisas em Nova York,
ocorrido em 25 de março de 1911, que mataria 146 pessoas, dessas
quais 129 mulheres. O número de vítimas se explica pelas péssimas condições de
trabalho e porque uma porta estava fechada para impedir a fuga das
trabalhadoras.
Esse incêndio levou à criação do mito de uma suposta greve que
teria ocorrido em 8 de março de 1857, em Nova York, que não aconteceu. A
confusão foi causada por jornais alemães e franceses na década de 60.
No entanto, o 8 de março teve origem com as manifestações das mulheres
russas por melhores condições de vida e trabalho, durante a Primeira Guerra
Mundial (1917). A manifestação, que contou com mais de 90 mil russas, ficou
conhecida como "Pão e Paz", sendo este o marco oficial para a escolha
do Dia Internacional da Mulher no 8 de março, data que somente foi
oficializada em 1921.
Após este conflito e com as transformações trazidas com a Segunda
Revolução Industrial, as fábricas incorporaram as mulheres como mão de obra
barata. No entanto, devido às condições insalubres de trabalho, os protestos
eram frequentes.
Também nas primeiras décadas do século, as mulheres começam a lutar pelo
direito ao voto e à participação política.
Apesar disso, por muito tempo, a data foi esquecida e acabou sendo
recuperada somente com o movimento feminista nos anos 60. A Organização das
Nações Unidas, por exemplo, somente reconheceu o Dia Internacional da
Mulher em 1977.
Atualmente, além do caráter festivo e comemorativo, o Dia Internacional
da Mulher ainda continua servindo como conscientização para evitar as
desigualdades de gênero em todas as sociedades.
Fonte: https://www.calendarr.com/brasil/dia-internacional-da-mulher-8-de-marco/
sexta-feira, 21 de dezembro de 2018
Feliz Natal e Próspero Ano Novo
A equipe da Biblioteca Pública Érico Veríssimo deseja a toda comunidade

Fonte:https://www.mundodasmensagens.com/mensagem/natal-feliz-e-ano-novo-prospero.html

Fonte:https://www.mundodasmensagens.com/mensagem/natal-feliz-e-ano-novo-prospero.html
terça-feira, 11 de dezembro de 2018
Torneio de xadrez na biblioteca
Aconteceu nos dias 5 e 6, deste mês na Biblioteca Municipal Érico Veríssimo, o 7° Torneio de Xadrez de Água Boa MT. Foi sucesso, contamos com a presença de vários enxadristas de todas as idades. O xadrez em Água Boa conta com o apoio da Prefeitura Municipal, através da Secretaria Municipal de Educação Esporte e Cultura, que não mede esforços para que as crianças jovens e adultos tenham oportunidade de conhecer o mundo mágico do xadrez e todos os benefícios que ele proporciona.
Comunicamos
que a biblioteca esta de portas abertas para atendê-los de segunda-feira a
sexta-feira, das 7h30min às 11h30min e 13h30min às 17h30min.
Localizada
na Praça da Cultura no centro de Água Boa.
Para outras informações ligue 3468-1909.
Contamos com sua presença!
Colégio Jesus Maria José
Recebemos em nossa Biblioteca Pública Municipal Érico Veríssimo os alunos do Maternal, Infantil I e Infantil II do Colégio Jesus Maria e José . Além do contato com inúmeros livros diferentes, coloridos e animados, as crianças tiveram um momento de contação de histórias com a Professora Kayla Mairelli Lourenço Silva.





Comunicamos
que a biblioteca esta de portas abertas para atendê-los de segunda-feira a
sexta-feira, das 7h30min às 11h30min e 13h30min às 17h30min. Localizada
na Praça da Cultura no centro de Água Boa.
Para outras informações ligue 3468-1909.
Contamos com sua presença!




quarta-feira, 21 de novembro de 2018
19 de novembro – Dia da Bandeira

O que é o Dia da Bandeira?
O Dia da Bandeira, comemorado anualmente no dia 19 de novembro, é uma homenagem à bandeira brasileira que foi criada logo após a Proclamação da República, que aconteceu em 15 de novembro de 1889. Assim, o Dia da Bandeira passou a ser comemorado somente após a Proclamação da República. Como a nova bandeira brasileira foi apresentada no dia 19 de novembro de 1889, essa data foi escolhida como o Dia da Bandeira.
Contexto Histórico
A nova bandeira brasileira foi resultado direto da Proclamação da República, que aconteceu no dia 15 de novembro de 1889. Esse evento resultou na queda da monarquia, que foi substituída pela forma de governo republicana. A Proclamação da República foi um movimento encabeçado pelo Exército Brasileiro, que, a partir de um golpe, destituiu o gabinete ministerial e obrigou a família real a sair do Brasil.
O Exército Brasileiro estava insatisfeito com a monarquia desde o final da Guerra do Paraguai. Os militares não se consideravam valorizados o suficiente por essa forma de governo e exigiam, por exemplo, melhorias no sistema de promoção de cargos. Havia também insatisfações com algumas medidas, como proibir militares de manifestarem opiniões políticas.
Essa insatisfação levou o Exército a conspirar contra a monarquia. Na semana do golpe que destituiu D. Pedro II, o marechal Deodoro da Fonseca foi convencido por pessoas próximas a aderir ao movimento contra o imperador. No dia 15 de novembro, Deodoro liderou uma força que obrigou Visconde de Ouro Preto a renunciar sua posição no gabinete. A proclamação aconteceu no fim do dia, quando José do Patrocínio, vereador no Rio de Janeiro, proclamou a República.
Acesse também: Veja cinco curiosidades sobre a independência do Brasil
A bandeira brasileira
Com a Proclamação da República, era necessária a substituição dos símbolos nacionais que remetessem à monarquia. Sendo assim, no dia 19 de novembro, quatro dias após a proclamação, a nova bandeira foi apresentada e, oficialmente, adotada como bandeira nacional. A nova bandeira foi adotada a partir do Decreto nº 04, assinado pelo presidente provisório Deodoro da Fonseca. Nesse decreto consta1:
O Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil:
Considerando que as cores da nossa antiga bandeira recordam as lutas e vitórias gloriosas do Exército e da Armada na defesa da Pátria;
Considerando, pois, que essas cores, independentemente de forma de governo, simbolizam a perpetuidade e integridade da Pátria entre as outras Nações:
Decreta:
Art. 1º – A bandeira adotada pela República mantém a tradição das antigas cores nacionais – verde e amarela – do seguinte modo: um losango amarelo em campo verde, tendo no meio a esfera celeste azul, atravessada por uma zona branca, em sentido oblíquo e descendente da esquerda para a direita, com a legenda – Ordem e Progresso – e ponteada por vinte e uma estrelas, entre as quais a da constelação do Cruzeiro do Sul, dispostas na sua situação astronômica, quanto à distância e ao tamanho relativos, representando os vinte Estados da República e o Município Neutro; tudo segundo o modelo desenhado no anexo no 1.
O estilo básico da Bandeira Nacional (o losango amarelo em meio a um quadro verde) já fazia parte da bandeira do Império e foi definido pelo pintor francês Jean-Baptiste Debret. Com a Proclamação da República, algumas transformações pontuais aconteceram na bandeira:
- O losango amarelo foi redimensionado.
- O símbolo de Armas do Império foi substituído por uma esfera republicana da cor azul.
- Na esfera, foi acrescentado um lema de orientação positivista, “Ordem e Progresso”, em letras verdes dentro de uma faixa branca.
- Na esfera azul, foram adicionadas estrelas, que representam os estados brasileiros. A posição de cada estrela foi definida por lei e corresponde ao céu do Rio de Janeiro, observado no dia 15 de novembro de 1889 às 8:30h.
Os autores da Bandeira Nacional foram Raimundo Teixeira Mendes, Miguel Lemos, ManuelPereira Reis e Décio Vilares. A última modificação feita na bandeira brasileira aconteceu no dia 11 de maio de 1992, quando foram adicionadas novas estrelas, que correspondem aos estados do Amapá, Roraima, Rondônia e Tocantins.
A estruturação da bandeira brasileira é definida pela Lei nº 5.700 de 1º de setembro de 1971, que determina questões relativas aos símbolos nacionais2. Essa lei estipula os detalhes obrigatórios na composição da Bandeira Nacional, como a posição do losango e da esfera, o tamanho da faixa branca, a posição das estrelas, etc.
As cores apresentadas na bandeira, como sabemos, são o verde, amarelo, azul e branco. A escolha dessas cores remonta a fatores relacionados com a história portuguesa. Vejamos a origem dessas cores:
- Verde: faz menção a povos que habitavam Portugal há mais de dois mil anos. O verde tornou-se símbolo da luta dos portugueses pela liberdade e passou a ser utilizado como cor nacional pelos portugueses durante as guerras contra os mouros.
- Amarelo: passou a ser utilizado no brasão de armas de Portugal logo após a conquista de Algarve (região ao sul do país) em 1250. Pode fazer menção também à cor da Casa dos Habsburgo-Lorena, dinastia da qual fazia parte D. Leopoldina, esposa de D. Pedro I.
- Azul e Branco: foram adotados, a princípio, em Portugal a partir do século XI. O azul e o branco popularizaram-se no Brasil após terem sido adotados como as cores de algumas Capitanias Hereditárias.
Curiosidades
- A frase que consta na bandeira, “Ordem e Progresso”, foi inspirada em uma frase do positivista Augusto Comte. A frase era: “O amor por princípio e a ordem por base, o progresso por fim”.
- Diferente do que muitos pensam, o Dia da Bandeira não é feriado nacional.
- A legislação brasileira prevê que, no dia 19 de novembro, seja realizada uma cerimônia para incineração de bandeiras que estejam em más condições.
- A Bandeira Nacional é considerada um símbolo nacional. Os outros quatro símbolos nacionais são: Hino Nacional, Armas Nacionais e Selo Nacional.
- A Bandeira Nacional é hasteada de maneira permanente na Praça dos Três Poderes em Brasília. No primeiro domingo de cada mês, é realizada uma cerimônia de troca da bandeira.
- Quando são hasteadas várias bandeiras juntas à Bandeira Nacional, esta é a primeira a subir e a última a descer do mastro.
- As estrelas da bandeira correspondem a cada um dos estados brasileiros e ao Distrito Federal.
- A única estrela que está acima da faixa branca corresponde ao estado do Pará.
- A legislação brasileira proíbe que a Bandeira Nacional seja utilizada como roupagem.
- O Hino à Bandeira foi criado por Olavo Bilac e apresentado em 1906.
_______________________
1 LUZ, Milton. A História dos Símbolos Nacionais. Brasília: Senado Federal, 2005, p. 73-74. Para acessar, clique aqui.
2 Lei nº 5.700, de 1º de setembro de 1971. Para acessar, clique aqui.
Por Daniel Neves
Graduado em História
1 LUZ, Milton. A História dos Símbolos Nacionais. Brasília: Senado Federal, 2005, p. 73-74. Para acessar, clique aqui.
2 Lei nº 5.700, de 1º de setembro de 1971. Para acessar, clique aqui.
Por Daniel Neves
Graduado em História
Fonte:https://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/dia-da-bandeira.htm
quarta-feira, 14 de novembro de 2018
20 de Novembro - Dia Nacional da Consciência Negra
O Dia Nacional da Consciência Negra é comemorado em 20 de novembro, dia da morte de Zumbi dos Palmares, e reivindica essa figura histórica como símbolo de resistência.

Monumento a Zumbi dos Palmares em Salvador, Bahia*

Monumento a Zumbi dos Palmares em Salvador, Bahia*
O Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, foi instituído oficialmente pela lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011. A data faz referência à morte de Zumbi, o então líder do Quilombo dos Palmares – situado entre os estados de Alagoas e Pernambuco, na região Nordeste do Brasil. Zumbi foi morto em 1695, na referida data, por bandeirantes liderados por Domingos Jorge Velho. Maiores informações podem ser consultadas no texto História do Quilombo de Palmares.
A data de sua morte, descoberta por historiadores no início da década de 1970, motivou membros do Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial, em um congresso realizado em 1978, no contexto da Ditadura Militar Brasileira, a elegerem a figura de Zumbi como um símbolo da luta e resistência dos negros escravizados no Brasil, bem como da luta por direitos que seus descendentes reivindicam.
Com a redemocratização do Brasil e a promulgação da Constituição de 1988, vários segmentos da sociedade, inclusive os movimentos sociais, como o Movimento Negro, obtiveram maior espaço no âmbito das discussões e decisões políticas. A lei de preconceito de raça ou cor (nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989) e leis como a de cotas raciais, no âmbito da educação superior, e, especificamente na área da educação básica, a lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que instituiu a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-brasileira, são exemplos de legislações que preveem certa reparação aos danos sofridos pela população negra na história do Brasil.
A figura de Zumbi dos Palmares é especialmente reivindicada pelo movimento negro como símbolo de todas essas conquistas, tanto que a lei que instituiu o dia da Consciência Negra foi também fruto dessa reivindicação. O nome de Zumbi, inclusive, é sugerido nas Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana como personalidade a ser abordada nas aulas de ensino básico como exemplo da luta dos negros no Brasil. Essa sugestão orienta-se por uma das determinações da lei Nº 10.639, que diz no Art. 26-A, parágrafo 1º: “O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.”
A despeito da comemoração do Dia da Consciência Negra ser no dia da morte de Zumbi e do que essa figura histórica representa enquanto símbolo para movimentos sociais, como o Movimento Negro, há muita polêmica no âmbito acadêmico em torno da imagem de Zumbi e da própria história do Quilombo dos Palmares. As primeiras obras que abordaram esse acontecimento histórico, como as de Edison Carneiro (O Quilombo dos Palmares, Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 3a ed., 1966), de Eduardo Fonseca Jr. (Zumbi dos Palmares, A História do Brasil que não foi Contada. Rio de Janeiro: Soc. Yorubana Teológica de Cultura Afro-Brasileira, 1988) e de Décio Freitas (Palmares, a guerra dos escravos. Porto Alegre: Movimento, 1973), abriram caminho para a compreensão da história da fundação, apogeu e queda do Quilombo dos Palmares, mas, em certa medida, deram espaço para o uso político da figura de Zumbi, o que, segundo outros historiadores que revisaram esse acontecimento, pode ter sido prejudicial para a veracidade dos fatos.
Um dos principais historiadores que estudam e revisam a história do Quilombo dos Palmares atualmente é Flávio dos Santos Gomes, cuja principal obra é De olho em Zumbi dos Palmares: História, símbolos e memória social (São Paulo: Claro Enigma, 2011). Flávio Gomes procurou, nessa obra, realizar não apenas uma revisão dos fatos a partir do contato direto com as fontes do século XVI e XVII, mas também analisar o uso político da imagem de Zumbi. Segundo esse autor, o tio de Zumbi, Ganga Zumba, que chefiou o quilombo e, inclusive, firmou tratados de paz com as autoridades locais, acabou tendo sua imagem diminuída e pouco conhecida em razão da escolha ideológica de Zumbi como símbolo de luta dos negros.
Além dessa polêmica, há também o problema referente à própria estrutura e proposta de resistência dos quilombos no período colonial. Historiadores como José Murilo de Carvalho acentuam que grandes quilombos, como o de Palmares, não tinham o objetivo estrito de apartar-se completamente da sociedade escravocrata, tendo o próprio Quilombo dos Palmares participado do tráfico e do uso de escravos. Diz ele, na obra Cidadania no Brasil: “Os quilombos que sobreviviam mais tempo acabavam mantendo relações com a sociedade que os cercava, e esta sociedade era escravista. No próprio quilombo dos Palmares havia escravos”. (CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil. O longo Caminho. 3ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. p. 48).
As polêmicas partem de indagações como: “Se Zumbi, que foi líder do Quilombo de Palmares, possuía escravos negros, a noção de luta por liberdade nesse contexto era bem específica e não pode colocá-lo como símbolo de resistência contra a escravidão”. A própria história da África e do tráfico negreiro transatlântico revela que grande parte dos escravos que a coroa portuguesa trazia para o Brasil Colônia era comprada dos próprios reinos africanos que capturavam membros de reinos ou tribos rivais e vendiam-nos aos europeus. Essa prática também ressoou, como atestam alguns historiadores, em dada medida, nos quilombos brasileiros.
Nesse sentido, a complexidade dos fatos históricos nem sempre pode adequar-se a anseios políticos. Os estudos históricos precisam dar conta dessa complexidade e fornecer elementos para compreender o passado e sua relação com o presente. Entretanto, esse processo precisa ser cuidadoso. O uso de datas comemorativas como marcos de memória suscita esse tipo de polêmica, que deve ser pensada e discutida criteriosamente, sem prejuízo nem das reivindicações sociais e, tampouco, da veracidade dos fatos.
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